sexta-feira, 22 de julho de 2011

 O ensino no Brasil está realmente defasado, principalmente quando em relação a escolas públicas. Eu frequentei o Colégio Estadual do Paraná que é, supostamente, o melhor colégio público do estado do Paraná e, de fato, grande parte do que aprendi lá não foi dentro da sala de aula. Porém, esse texto não tem como objetivo criticar o ensino escolar brasileiro e sim o ensino da escola da vida.
 Nos falta mesmo é o ensino da vida, o ensino de como viver em sociedade. Nós brasileiros simplismente não sabemos a importância de protestos, greves, manifestos e outros, principalmente em Curitiba. O que realmente nos falta é aquela noção que deveria ser nos dada através não só da parte materna/paterna, como através da própria sociedade em si. Temos preguiça de protestar, preferimos pensar que aquilo simplismente não funcionará e que, portanto, é melhor ficar em casa e ver um filme.
 Nos falta ímpeto e vontade para mudar, as mudanças não começam com melhoras nas escolas e sim com melhoras na nossa participação e força política, porque apartir dai somos capazes de conseguir com que melhorem as outras coisas. A história prova que o povo tem um enorme poder, porém nos preferimos criticar  os políticos do sofá de casa.
 Não somos um povo unido da maneira que deveriamos e essa falta de união tira todo nosso poder, nos deixa sujeitos a palavra de um pequeno grupo que escolhe por todos sem se quer levar nossas vontades em consideração, pois sabem que nada será feito a respeito.
 Acredito que esse seja um dos principais motivos do atual estacionamento da nossa qualidade de vida. O Brasil está entre os países com maior custo de vida e isso não é necessariamente ruim, o que é ruim é que normalmente os países com maior custo de vida costumam ter maior renda per capita, o que não acontece no nosso caso.
 Ainda por cima reclamamos quando há greve, insultamos os que fazem greve quando de fato eles é que estão certos. Enquanto nós cruzamos os braços e aceitamos a injustiça eles tentam lutar por uma melhoria, por algo a mais.
 We sit by the window and watch the whole world change wishing we would too, yet we don't move.

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